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MOSTRA AMORES IMPRESSOS (Curadoria: Adriano Garrett)

Debate com Felipe André Silva, Fábio Rodrigues Filho e Glaura Cardoso (26/07 – 19h)

A Mostra Amores Impressos teve um curador convidado especialmente para esta edição do Levante. O professor, pesquisador e crítico Adriano Garrett, editor do site Cine Festivais, resolveu olhar para o lado melancólico de alguns filmes brasileiros destes últimos tempos para desdobrar uma seleção que apresenta as marcas que a paixão deixa na pele.

Cartões-postais, fotografias analógicas e digitais, gifs, tatuagens, chãos de rua… O amor surge impresso de maneiras distintas nos cinco filmes desta sessão, nos quais o rigor do trabalho com imagens e sons vem ao encontro de um desejo de parar o tempo e (re)inventar sentimentos.

FILMES SELECIONADOS:
Fui à Capadócia e Lembrei de Você (Larissa Figueiredo, 2013)
Looping (Maick Hannder, 2019)
Haiku de um poeta morto (Akira Kamiki, 2020)
Há lembranças que lhe parecem tão estranhas (Nicolas Thomé Zetune, 2017)
Chão de Rua (Tomás von der Osten, 2019)


MOSTRA UNIVERSITÁRIA (Curadoria: Gianluca Cozza e Lauren Mattiazzi Dilli)

Debate com Eleonora Loner e Dácia Ibiapina (27/07 às 19h)

Com uma curadoria especial realizada por Lauren Mattiazzi Dilli e Gianluca Cozza, a Mostra Universitária do Levante tenta reproduzir os anseios de um cinema muito particular no cenário brasileiro. Muito mais no erro do que no acerto, na tentativa e na dúvida do que na certeza, a curadoria desses filmes trava uma semelhança com as próprias obras: é um cinema sobre a descoberta (do mundo, da juventude, das vivências), e sobretudo uma descoberta de como e por que fazer filmes.

Sobretudo em um momento em que as Universidades Federais vigoraram, conjuntos especiais de cineastas puderam trazer à tona estéticas diferenciadas, realizando filmes que se desdobrarão para muito além do que são. As obras desta Mostra são sementes, e muito mais do que aquilo que elas representam, importa mesmo é o que elas apresentam: novos e jovens sujeitos, dispostos a criar sobre um mundo ainda a ser descoberto. Tentando e abrindo os caminhos, independente do quanto lhes custe.

FILMES SELECIONADOS:
Entre Sonho e Trabalho (Leonardo da Rosa e Eloísa Soares, 2021)
Carnaval 96 (Enzo Hofmann e Juliana de Andrade, 2019)
Magalhães (Lucas Lazarini, 2018)
Impermeável Pavio Curto (Higor Gomes, 2018)
Cão Maior (Filipe Alves, 2019)
Sair do Armário (Marina Pontes, 2018)
Céu da Boca (Amanda Treze, 2019)


MOSTRA HORROR CONTEPORÂNEO (Curadoria: Matheus Strelow)

Debate com Rodrigo Carreiro, Laura Cánepa e Carlos Primati (28/07 às 19h)

Com a curadoria especial de Matheus Strelow, a Mostra de filmes dedicados ao cenário do Horror Contemporâneo tenta encontrar caminhos alternativos a um gênero que floresceu cada vez mais no cinema brasileiro nestes últimos tempos. Desdobramentos estéticos, narrativos, políticos e sociais se cruzam diante de um país que cada vez mais está à beira da calamidade.

Dentre os filmes selecionados, é possível observar uma variação territorial essencial para decodificar as estruturas do Terror em cada uma das regiões deste Brasil. Ele chega através do corpo, da carne, da cidade e da noite. Toma conta de seus personagens pelo que seus caminhos têm de político, de sexual e de instigante. Um estudo alternativo sobre as ferramentas de um gênero que atravessa o cinema brasileiro praticamente desde sua fundação. E que assim continuará fazendo, a partir deste e de tantos outros filmes.

FILMES SELECIONADOS:
Uma Primavera (Gabriela Amaral Almeida, 2011)
O Demônio Não Sabe Brincar (Mabel Lopes, 2011)
Mais Denso Que o Sangue (Ian Abé, 2011)

A Menina Só (Cintia Domit Bittar, 2016)
Dança Prosaica (Marcos Haas e Mateus Neiss, 2014)
Balada Para os Mortos (Lucas Sá, 2016)


MOSTRA CINEMA DE DISTOPIA (Curadoria: Lucas Honorato e Victória Kaminski)

A curadoria da Mostra Distopia do Levante é por conta de Lucas Honorato e Victória Kaminski. Nela, é possível observar o desdobrar de um gênero que dá conta do absurdo do mundo. A distopia se apresenta como um norte também para a bagunça, para a criação e para a diversidade – seja ela estética, técnica ou estilística.

Nesses filmes, o espectador irá encontrar algumas das formas mais especiais que o cinema brasileiro em curtas-metragens conseguiu viabilizar para retratar às crises, sejam elas políticas ou amorosas, sensoriais ou territoriais. São maneiras de entender o cinema e, especialmente, a animação, como dispositivo para recontar histórias, metáforas e aforismos que caracterizam os realizadores de nosso país. É como dizer por outras palavras, pela magia que o cinema têm de traduzir sensações. Esta é a Mostra Distopia do Levante.

FILMES SELECIONADOS:
Relatos Tecnopobres (João Batista Silva, 2019)
Só Sei Que Foi Assim (Gi Paixão, 2019)
Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo (Rodrigo John, 2011)
Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali (Charles Bicalho e Isael Maxakali, 2016)
O Labirinto dos Sonhos de Baixo Orçamento (Dayse Barreto, 2020)
O que tem no Jornal (Alanis Machado, 2020)
Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que Não Existe Mais (Mike Dutra e Rafael Luan,
2020)


MOSTRA CINEMA ACIDENTAL (Curadoria: André Berzagui)

Debate com Julia Noá, Marcus Curvelo e Guilherme Mautone

Com a curadoria especial de André Berzagui, a Mostra de Filmes Acidentais do Levante alça o seu olhar a um tipo de curta-metragem que é ainda muito debatido no cenário brasileiro: trata-se de filmes que não necessariamente receberiam essa incumbência “cinematográfica” se colocados em outros contextos. Chamamos de Acidental pois é um cinema que, muitas vezes, não foi feito para assim sê-lo, mas que cada vez mais se garante e estabelece diante do campo cinematográfico.

São filmes que desafiam esse olhar avulso e desavisado, e tentam travar um embate na fronteira entre o digital e o formal, a técnica e o amadorismo. Desde filmes de montagem, feitos para e, mais diretamente, no desktop, até obras-primas já estabelecidas. Nesse ensejo de desvirtuar as amarras das obras e de discutir sua difusão, é que trazemos ao mundo a Mostra Filmes Acidentais.

FILMES SELECIONADOS:
Tutorial – Como Abrir Bloco de Notas – [Sem Baixar Programas] (Lucas Jardim, 2014)
PANQUECAS – Vídeo relaxante (ASMR) (Kevão, 2021)
Élégie à Rimbaud (Leo Pyrata, 2011)
Prenome Walter (Leonardo Amaral e Roberto Cotta, 2016)
Carta de Interesse (Lincoln Péricles, 2014)
10-5-2012 (Álvaro Andrade, 2014)
EPISÓDIO#1 – O BRINQUEDINHO NOVO DE GABITO (Gabriel Martins, 2010)
Tentando tocar barões da pisadinha – safoneiro iniciante (Marco Antônio Pereira, 2021)


MOSTRA CINEMA DE MARGEM (Curadoria: João Fernando Chagas e Rubens Fabricio Anzolin)

Debate com Juliana Costa, Ana Júlia Silvino e Maria Trika (31/07 às 19h)

O cinema brasileiro sempre esteve ligado às margens: sejam elas estéticas, políticas, sociais ou culturais. Afinal, mais do que um movimento específico, nosso cinema foi, constantemente, marginal: do terceiro-mundo, desacomodado, das ruínas, inventivo e incansável. Essa mostra reúne alguns filmes de curta-metragem feitos nos últimos 10 anos para tentar comentar acerca das diversas “margens” no nosso cinema. Ou seja: as distâncias territoriais, as distâncias entre quem filma e quem é filmado, entre quem é exibido ou não, entre as montagens convencionais e as anarquistas. É sobre os caminhos que os filmes traçam entre essas divisória.

Com a curadoria especial dos responsáveis pela Direção Geral do Levante, Rubens Fabricio Anzolin e João Fernando Chagas, a Mostra Cinemas de Margem tenta desdobrar um pouco esse caminho entre exterior e interior, centro e periferia, política, corpo e sociedade. Sempre na tentativa de dar vazão àqueles cinemas que se constroem no corpo a corpo com o mundo, entre as linhas divisórias que a distância das realidades oferece. A margem pode ser o território, pode ser a barricada policial, pode ser a distância elencada pelo digital em um amor extremamente impossível. O intuito dessa Mostra é dissecar esses espaçamentos e tateá-los naquilo que nos oferecem enquanto cinema brasileiro de curta-metragem.

FILMES SELECIONADOS:
Chinesa de Riad (Leonardo Amaral e Roberto Cotta, 2018)
Nada Aqui Se Acaba (Castiel Vitorino Brasileiro, 2020)
Intervenção (Pedro Maia de Brito, 2015)
Filme Selvagem (Pedro Diógenes, 2014)
Avá Marangatu (Genito Gomes, Johnn Nara Gomes, Johnaton Gomes, Joilson Brites, Sara Brites, Valmir Cabreira, Dulcidio Gomes e Edna Ximene, 2017)
Alma Bandida (Marco Antônio Pereira, 2018)
Entrevista Com As Coisas (Lincoln Péricles, 2015)


Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20

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